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Perguntas Frequentes

Confira as perguntas mais frequentes

O câncer de ovário infelizmente é encontrado em um momento avançado na grande maioria dos casos e ainda não existe um método muito eficaz para fazer seu diagnóstico precoce. Mesmo com o uso de ultrassom e um marcador tumoral mensurado no sangue chamado CA125, do ponto de vista de rastreamento populacional encontramos muitos falsos positivos (pacientes com exames alterados e que são submetidas a cirurgias por doenças benignas) e tumores avançados. Um outro problema que encontramos no rastreamento do câncer de ovário é o fato de não ser tão freqüente. Estima-se que 1 em 69 mulheres possam desenvolver câncer de ovário durante a vida. Para se ter uma idéia, no caso do câncer de mama (mais comum nas mulheres), o risco é de 1 em 8 mulheres.

A grande maioria dos cânceres de endométrio não são hereditários. Cerca de 5-10% dos casos são relacionados com herança familiar. É importante lembrar que existe uma síndrome de câncer hereditário chamada Síndrome de Lynch ou HNPCC que está relacionada com câncer de intestino e endométrio. Pacientes portadoras do gene relacionado à Síndrome têm indicação de histerectomia (retirar o útero). Caso a mulher tenha somente um parente de primeiro grau com câncer de endométrio, não há indicação de retirar o útero, pois é provável que seja um caso esporádico e não hereditário. A histerectomia apesar de ser uma cirurgia considerada de baixa complexidade, tem seus riscos e complicações como qualquer procedimento cirúrgico.

Pacientes jovens e que são submetidas a retirada do útero devido a câncer de colo, a princípio não precisam ter os ovários retirados. Caso isso aconteça, é possível fazer reposição hormonal. No caso do câncer de endométrio, como na maioria dos casos o tumor é pode ser estimulado pelo estrógeno, não se faz reposição hormonal.

Cistos simples são comumente encontrados durante a primeira fase do ciclo menstrual da mulher. O câncer de ovário aumenta sua incidência a partir dos 45 anos de idade e ocorre principalmente na menopausa. Trata-se de uma doença muito complexa e que geralmente cursa com uma lesão anexial (na região dos ovários e trompas) que tem componente sólido e cístico.

Você deve procurar um aconselhamento genético com um especialista, pois pode fazer parte de uma síndrome de câncer hereditário que aumenta muito o risco de desenvolver câncer de mama e ovário durante a vida. Você e outros parentes têm que fazer um seguimento médico individualizado e eventualmente cirurgias com o intuito de diminuir o risco de desenvolver câncer de ovário e/ou mama a serem discutidas com seu ginecologista e mastologista.

Sim. Existe um teoria que diz que quanto menor número de ovulações a mulher tem durante a vida, menor é o risco de desenvolver câncer de ovário. Cinco anos de uso de anticoncepcional por mulheres que nunca tiveram filhos equivale ao risco semelhante de mulheres com filhos e sem uso de contraceptivo. Dez anos de uso por pacientes com história familiar equivale a um risco menor que mulheres sem história familiar e sem uso de contraceptivo. É importante lembrar que o risco do uso de anticoncepcional tem sido muito estudado, porém sem conclusão definitiva, em relação a outros tipos de câncer como o de mama. Portanto o uso deve ser discutido com seu ginecologista.

Depende do tipo de câncer de ovário. Felizmente muitos tipos de câncer de ovário em pacientes jovens podem ter o outro ovário e útero preservados.

Sim. Existem cerca de 40 tipos de HPV (Papiloma Vírus Humano) que infectam o trato ano-genital. O HPV é o principal fator causal para o desenvolvimento do câncer de colo uterino. Existem outros fatores que contribuem como imunossupressão (AIDS, transplantadas, etc), tabagismo e associação com outras doenças sexualmente transmissíveis. O fato de ter contato com o HPV não significa que a paciente terá câncer de colo uterino. Pelo contrário, a grande maioria das mulheres não desenvolverão nenhuma alteração relacionada ao HPV. Algumas desenvolverão lesões pré-malignas iniciais chamadas NIC I (Neoplasia Intra-Epitelial grau I), mas destas menos de 1% terão progressão para câncer invasor e tal progressão pode levar cerca de 10 anos. Por isso é importante a realização do Papanicolau.

O exame de Papanicolaou consiste na coleta de uma amostra de células descamadas da camada superficial do colo do útero e vagina e que são analisadas em um microscópio. O objetivo é diagnosticar as lesões pré-neoplásicas (antes de se tornar câncer) e tratá-las. Deve ser realizado 1 vez ao ano com início 3 anos após a primeira relação sexual.

Não. Como a transmissão do HPV é basicamente por contato sexual e o câncer de colo uterino tem como fator causal principal a presença do HPV, a chance de câncer de colo uterino em uma mulher que nunca teve relação sexual pode ser considerada anedótica.

A vacina está indicada para mulheres que nunca tiveram contato com o HPV. A rigor está indicada para mulheres de 9 a 26 anos que nunca tiveram contato sexual. É muito eficaz contra os tipos de HPV relacionados na vacina, mas é importante lembrar que as pacientes necessitam continuar fazendo o Papanicolaou pelo fato de não proteger quanto aos outros tipos de HPV.

Mioma não é câncer e não se torna câncer. Os leiomiomas têm indicação de tratamento quanto associado a sintomas importantes como compressão de órgãos próximo ao útero ou sangramento que não é possível se controlar com outros métodos.

Não é normal. Todo sangramento na pós menopausa deve ser investigado. Pode estar relacionado a patologias benignas como atrofia do endométrio (camada interna do corpo do útero) pela falta do hormônio feminino ou pólipos, mas deve ser sempre excluído um câncer de endométrio.

Depende. A mulher que tem útero e faz reposição hormonal com estrogênio sem associar progesterona tem risco muito aumentado de desenvolver um câncer de endométrio.

Depende. A mulher que tem útero e faz reposição hormonal com estrogênio sem associar progesterona tem risco muito aumentado de desenvolver um câncer de endométrio.

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