Cirurgia Robótica aplicada ao Câncer Ginecológico

A cirurgia minimamente invasiva atualmente faz parte da rotina do tratamento do câncer ginecológico. A histerectomia total (retirada do útero) com salpingo-oforectomia bilateral (retirada dos ovários e trompas) é o tratamento fundamental do câncer de endométrio. Tradicionalmente a histerectomia é realizada via abdominal (com corte vertical no abdome), porém a via de sua realização mudou substancialmente nas últimas 2 décadas com o advento da laparoscopia e posteriormente da cirurgia robótica.

No caso do câncer do colo do útero, vários estudos já sugeriram equivalência e também menores taxas de complicações. Diferente do câncer de endométrio, a histerectomia radical laparoscópica realizada no câncer de colo do útero é um procedimento complexo que requer o desenvolvimento de habilidades específicas.

Importante ressaltar que a aceitação dos pacientes para cirurgia minimamente invasiva é alta devido ao menor tempo de internação, recuperação e retorno rápido às atividades profissionais. Apesar dos dados de literatura, benefícios já descritos e melhoria tecnológica nas últimas décadas, a laparoscopia para o câncer de endométrio e colo do útero não se disseminou de maneira adequada devido a fatores como falta de familiaridade com material laparoscópico, ergonomia inadequada, visão bidimensional e principalmente tempo prolongado de aprendizado para procedimentos cirúrgicos oncológicos mais complexos como histerectomia radical e linfadenectomias. Portanto, a incorporação da cirurgia minimamente invasiva como abordagem padrão para câncer ginecológico é inconsistente pelo relativo pequeno número de cirurgiões habilitados.

No entanto, a abordagem do câncer por cirurgia minimamente invasiva via robótica tem mudado este cenário em todo mundo, inclusive no tratamento do câncer ginecológico. As vantagens da plataforma robótica são conhecidas: visão tridimensional com alta definição, câmera fixa, maior mobilidade das pinças e movimentos, maior número de instrumentos sob controle do cirurgião, ausência de tremor, menor curva de aprendizado e tornar factível a cirurgia completa minimamente invasiva em pacientes muito obesas.

Nesse sentido, cirurgias tecnicamente complexas por via laparoscópica e que seriam realizadas via aberta, passaram a ser realizadas via minimamente invasiva pela robótica e um número maior de pacientes passaram a ter beneficio da cirurgia minimamente invasiva.

Dr Glauco Baiocchi Neto

 
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